Epagri apoia instalação de indústria de processamento de palmito em Itapoá
A Indústria de Processamento de Palmáceas Lehman será inaugurada na quinta-feira (19), às 17h, após a reunião do Conselho de Desenvolvimento Regional de Joinville. A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de SC (Epagri) oferece assistência técnica aos produtores de palmito da região e, nesse caso específico, desenvolveu todo o projeto de funcionamento da empresa.
De acordo com o gerente regional da Epagri, Onévio Zabot, a indústria, além de valorizar o produto, vai melhorar a qualidade. “Com a instalação da fábrica em Itapoá, a demanda vai ser maior e, consequentemente, melhoraremos a produtividade”, afirma. Segundo ele, a venda de palmitos alcança o mercado brasileiro e chega até a exportação. “É um nicho que movimenta boa parte da economia do Norte catarinense que está crescendo fortemente.”
Zabot complementa que a fábrica, localizada na Reserva Volta Velha, é considerada modelo no Estado por possuir o que há de mais moderno no ramo. “Todos os equipamentos são atualizados e acompanham a tecnologia”, comenta.
“A indústria prevê uma produção inicial de 47 mil vidros de palmito de palmeira real”. A afirmação é de um dos proprietários da fábrica, Natanoel Machado. Para o próximo ano, a estimativa é de 95 mil vidros por mês. Grande parte da produção será entregue para o mercado de alimentos da região Sudeste do Brasil.
A região Norte de Santa Catarina é rica na plantação de palmáceas (palmeira real e pupunha). São 1.400 hectares plantados, 890 produtores e um faturamento de mais R$ 13 milhões anuais. Machado ressalta, ainda, que o clima e solo dessa região do Estado são os mais adequados para produção de palmáceas. Por isso, a cidade de Itapoá foi escolhida, pois o risco de perda de produção é baixo. “Toda a região será beneficiada a partir da instalação da indústria de processamento que permite trabalhar volume suficiente para a ampliação do cultivo de palmáceas.”
O principal objetivo da Indústria Lehman é atuar na consolidação das alianças de fornecedores locais de matéria prima e distribuidores nacionais. A indústria permitirá a criação de 35 empregos diretos. Com apoio da Epagri é possível o envolvimento da agricultura familiar no cultivo de palmáceas, o que pode resultar em mais 175 empregos indiretos (viveiristas, plantadores, equipes de corte, transportadores, etc.)
Neste projeto existe também uma aliança entre produção industrial, cultivo e conservação da natureza. A fábrica está situada dentro de uma propriedade que detém 580 hectares de reserva particular e mais 500 hectares de florestas de preservação permanente. Em 70 hectares serão cultivados com palmeiras e a base de processamento da Indústria Lehman.
“Na medida em que a cadeia de produção de palmáceas cultivadas se mobiliza para suprir o mercado nacional, a pressão sobre os estoques de palmeiras nativas se reduz, permitindo uma recomposição das florestas nativas” explica o proprietário.
Fonte: Thiago Dias – SDR
